Por Alexandre Barbosa A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu integrantes de um grupo suspeito de aplicar o golpe conhecido como...
Por Alexandre Barbosa
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu integrantes de um grupo suspeito de aplicar o golpe conhecido como “falsa central de banco”. A ação, chamada Operação Falsa Central, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (22) pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), ligada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor).
As investigações começaram após um golpe contra uma idosa no Distrito Federal, ocorrido entre 6 e 12 de maio de 2025, que causou prejuízo de R$ 212,5 mil. Para preservar a vítima, a polícia informou que não divulgará o nome do banco.
Como funcionava o golpe
Segundo a PCDF, os suspeitos se passavam por funcionários da área de segurança da instituição financeira e mantinham a vítima em erro, induzindo-a a realizar transferências sucessivas. A idosa foi orientada a ir a um caixa eletrônico, enquanto um dos criminosos permanecia na linha, instruindo as operações.
Ainda de acordo com a investigação, os golpistas afirmavam que as transferências seriam necessárias para “identificar a origem” dos débitos e “rastrear” valores supostamente desviados. A vítima também foi levada a contrair empréstimos de valores elevados, seguindo orientações do grupo.
Dinheiro pulverizado e retorno aos líderes
A polícia aponta que os valores obtidos eram repassados a empresas de fachada e a contas de “laranjas”, para pulverizar inicialmente os montantes e, depois, direcioná-los aos líderes do esquema. A identificação do núcleo do grupo, segundo a PCDF, ocorreu a partir da análise de vestígios cibernéticos e financeiros.
Até o momento, a PCDF diz ter identificado 16 vítimas no Distrito Federal, com prejuízo total estimado em R$ 660 mil.
Mandados e apreensões em São Paulo
A operação cumpriu medidas judiciais em endereços na capital paulista, com apoio da Polícia Civil de São Paulo (PCSP). Foram expedidos três mandados de prisão e oito de busca e apreensão. Também houve autorização para bloqueio de contas, sequestro de imóveis e veículos de alto valor e suspensão das atividades de pessoas jurídicas ligadas ao esquema.
Até agora, dois mandados de prisão foram cumpridos. Durante as diligências, foram apreendidos computadores, celulares e veículos.
Crimes investigados
O grupo deve responder por estelionato qualificado pelo emprego de meio eletrônico, violência psicológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a PCDF, as penas somadas podem chegar a até 24 anos de reclusão. As investigações continuam para identificar novos envolvidos e possíveis outras vítimas.
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