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PF mira laboratório de dinheiro falso na Baixada Santista e intercepta encomendas enviadas pelos Correios

  A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (22) a Operação Sem Lastro para desarticular um grupo suspeito de fabricar e distribuir cé...

 


A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (22) a Operação Sem Lastro para desarticular um grupo suspeito de fabricar e distribuir cédulas falsas a partir da Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Segundo a corporação, os investigados teriam montado um laboratório para produzir as notas, que eram anunciadas na internet e encaminhadas a compradores de diversas regiões do país por meio do serviço postal dos Correios.

De acordo com a PF, durante as apurações foram apreendidas mais de 20 encomendas contendo dinheiro falsificado, interceptadas antes de chegarem aos destinatários. A operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal em Jundiaí (SP), em endereços ligados a dois investigados nas cidades de Santos e Praia Grande.

A investigação expõe um modelo de crime que combina produção clandestina e venda digital, ampliando o alcance do dinheiro falso e elevando o risco para o comércio. Em geral, quando as cédulas entram em circulação, o prejuízo recai sobre quem as recebe — pequenos lojistas, ambulantes e consumidores — e o rastreamento do caminho do papel-moeda se torna mais difícil, sobretudo quando a distribuição ocorre em remessas fracionadas via encomendas.

A Polícia Federal reforça que o caso segue em andamento e que o foco agora é consolidar provas, identificar a estrutura do laboratório, mapear compradores e eventuais intermediários e avançar para a responsabilização criminal. A depender do enquadramento, crimes relacionados a moeda falsa podem levar a penas altas previstas no Código Penal.

Por Alexandre Barbosa — Direto do Brasil
Brasília, 22 de janeiro de 2025

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