Por Alexandre Barbosa — Direto do Brasil Brasília, 22 de dezembro de 2025 O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que o “acordo de...
Brasília, 22 de dezembro de 2025
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que o “acordo de estrutura” discutido com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia deverá levar aliados a acelerar medidas de segurança no Ártico e apresentar resultados ainda em 2026. A declaração foi dada em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial, em entrevista à Reuters.
Segundo Rutte, caberá agora aos comandantes militares da OTAN detalhar quais capacidades adicionais serão necessárias — e ele disse esperar que o avanço ocorra “rápido”, possivelmente já no início de 2026. O chefe da aliança também avaliou que países-membros que não são do Ártico devem contribuir com o esforço, sem que isso comprometa o apoio militar contínuo à Ucrânia.
Soberania vira ponto sensível
O anúncio do entendimento ocorreu após Trump afirmar que não usaria força para perseguir sua ambição de “acesso” à Groenlândia e depois de recuar de ameaças tarifárias contra aliados europeus. Apesar disso, Dinamarca e Groenlândia reagiram publicamente para reafirmar que a soberania “não é negociável”.
De acordo com a AP, um porta-voz da OTAN declarou que Rutte não propôs qualquer “compromisso de soberania” nas conversas com Trump. A reportagem também lembra que os EUA já mantêm presença militar na Groenlândia com base em um acordo histórico e que novas negociações envolveriam diretamente Washington, Copenhague e Nuuk.
Pressão geopolítica no “alto norte”
O empurrão por uma arquitetura mais robusta no Ártico ocorre em meio a preocupações da OTAN com a cooperação crescente entre Rússia e China na região, incluindo ações conjuntas de patrulha, segundo relato de um alto comandante da aliança.
Nos bastidores, a crise recente em torno da Groenlândia também expôs fissuras na relação transatlântica — e reforçou o papel de Rutte como articulador para evitar uma escalada política entre EUA e Europa, apontou outra reportagem da Reuters.
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