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Putin recebe emissários dos EUA em Moscou e “território” segue como principal impasse para plano de paz na Ucrânia

Por Alexandre Barbosa — Direto do Brasil O presidente da Rússia, Vladimir Putin, iniciou perto da meia-noite desta quinta-feira (22) uma reu...








Por Alexandre Barbosa — Direto do Brasil

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, iniciou perto da meia-noite desta quinta-feira (22) uma reunião no Kremlin com emissários dos Estados Unidos para discutir um possível plano de paz para encerrar a guerra na Ucrânia. Segundo a agência Reuters, a delegação norte-americana inclui o enviado Steve Witkoff, Jared Kushner e Josh Gruenbaum, indicado pelo governo dos EUA para a chamada “Board of Peace”.

De acordo com relatos divulgados por interlocutores, as conversas avançaram em vários pontos, mas a questão territorial permanece como o núcleo do desacordo — especialmente sobre o futuro de áreas ocupadas pela Rússia. A avaliação aparece também no discurso do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, que afirmou em Davos, após encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, que garantias de segurança estariam encaminhadas, porém “território” ainda não foi resolvido.

Próximo passo: rodada trilateral em Abu Dhabi

As negociações devem migrar para uma etapa técnica nos Emirados Árabes Unidos. A Reuters e o Financial Times apontam que está prevista uma rodada de conversas envolvendo representantes de Ucrânia, Rússia e EUA em Abu Dhabi nos próximos dias, num formato que, se confirmado, marca uma mudança importante na arquitetura diplomática adotada até aqui.

Debate sobre reconstrução e ativos congelados

Outro tema que ganhou peso nas tratativas é o uso de ativos russos congelados no exterior em iniciativas de reconstrução, assunto citado por Putin ao comentar a agenda com os emissários dos EUA. A discussão é sensível porque envolve disputas jurídicas e políticas entre governos ocidentais, além de possíveis contrapartidas em um acordo mais amplo.

Apesar do movimento diplomático, o cenário no terreno continua instável: ataques e pressão sobre infraestrutura energética seguem compondo o pano de fundo das negociações, o que aumenta a urgência (e a dificuldade) de fechar termos de cessar-fogo. 

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